Binóculo / Luneta
Embrapa quer ver liberada a caça de jacaré e búfalo no pantanal e em RO
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) quer ver liberada em breve a caça em duas regiões do país: o Pantanal e uma reserva biológica em Rondônia. Os animais cujo abate seria permitido são, respectivamente, o jacaré-do-pantanal e o búfalo.
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), porém, é contra as idéias da Embrapa. É preciso o aval do instituto para mudar a lei ambiental, que proíbe a caça de animais silvestres.
De acordo com a Embrapa, a população de jacarés-do-pantanal está grande, fruto do programa de preservação conduzido pelo Ibama na década de 80. Com a caça, diz Guilherme Mourão, pesquisador da Embrapa Pantanal, além de fazer o controle populacional do jacaré, haveria um incentivo ao desenvolvimento da região, com o comércio de carne e peles.
O caso do búfalo de Rondônia é diferente. O animal não é original da região da Reserva Nacional de Guaporé: foi trazido da ilha de Marajó na década de 50 pelo governo do Estado. O problema é que o animal se reproduziu demais, espantando animais originários dali e compactando o solo pobre da região.
Segundo o estudo do pesquisador Ricardo Gomes, da Embrapa Rondônia, liberar a caça controlada do búfalo poderia servir para incentivar o turismo no Estado.
A resistência do Ibama em aceitar a caça como manejo de populações nesses casos, segundo José de Anchieta dos Santos, diretor de fauna do instituto, é principalmente logística. Para ele, o controle, necessário à prática da caça, é difícil de ser realizado.
´´Por isso, a caça é, para nós, a última opção´´, diz. Para ele, uma alternativa à caça do jacaré é a criação em cativeiro dos animais. No caso dos búfalos, há a possibilidade de distribuição de animais para complementar a agricultura familiar na região e o abate sistemático dos animais restantes.
Onde se pode caçar.
A caça no Brasil é liberada apenas no sul do Rio Grande do Sul. Lá, universidades acompanham a atividade ao estipular os períodos abertos à caça e quais animais podem ser abatidos. Em geral, a liberação vale apenas para aves.
Data: 14-11-2002
Fonte: Embrapa/CPAP
Caçar e Pescar
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
"Mulher na pesca Sorte ou Azar"
Fique por dentro (por Aline Patricia Horikawa)Segundo a mitologia amazônica a presença da mulher na pescaria é sinônimo de azar devido a sua suposta impureza.
Durante muito tempo eu cheguei a acreditar que isso era verdade. Eu comecei a acompanhar meu marido em suas pescarias, e quando eu ia não pegávamos nada. Quando ele ia sozinho sempre pegava e depois fotografava para mostrar. Ainda ele brincava comigo que eu não dava sorte.Com o passar do tempo fui ganhando mais experiência e percebi que não era eu que dava azar. Além de pescar um peixe em época errada usava equipamento errado também.
Agora todas as vezes que vamos juntos é mais fácil eu pegar e ele não. Na verdade, acho que ele me emprestava um equipamento totalmente diferente só para não me ver pegar um peixe maior do que o dele. (risos). Eu, como nessa época não entendia nada, tentava e nunca conseguia.Mas nessa época, há poucos anos, era muito difícil encontrar mulheres pescando. E hoje não é bem assim. Com acesso mais fácil, muitas mulheres acompanham seus companheiros em grandes pescarias.
As mulheres que não têm disponível um barco ou tralha de pesca podem procurar que sempre existe algum bom um pesqueiro, onde encontrarão conforto e tranquilidade junto à natureza.
Eu tenho frequentado muitos pesqueiros nos últimos meses e pude ver de perto um crescimento considerável de mulheres pescando. E o que pude perceber também é que no momento de tirar o anzol elas têm mais cuidado para não machucar o peixe, e isso é muito bom de ver. Afinal, não é apenas pegar o peixe, é ter todo cuidado tanto com o anzol ou com o alicate, para não ferir a boca do pescado.
Mas podemos ver também que em muitos lugares as mulheres assumem a pesca como atividade de trabalho, e não como passatempo. Elas passaram a desempenhar seu papel como chefe de família, mas tirando da natureza apenas o que vai consumir, ou seja, o sustento da própria família.
Então que fique o alerta, se for pescar que seja para o próprio consumo, caso contrário, pesque e solte sempre.
E que possamos ver cada vez mais nossos rios e pesqueiros sendo frequentados por mulheres, pois essa história de que mulher na pescaria é sinônimo de azar não passa de mito realmente.
Boas fisgadas!
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