sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tucunare






A pesca do tucunaré talvez seja a que mais cresce entre os aficionados deste esporte no Brasil. A cada ano, juntam-se ao grande número de adeptos já existentes, centenas de novos admiradores da valentia desse peixe. Para auxiliar os iniciantes, apresentamos dicas e considerações importantes que levarão a aumentar o número de apaixonados pelo nosso campeão do esporte da pesca.
Talvez o grande motivador inicial para que um pescador queira seja a constante divulgação na mídia sobre o potencial da espécie e as alegrias proporcionadas durante a sua captura. Um segundo fator, certamente serão os infinitos e grandiosos relatos dos pescadores, já mais experientes, e que tiveram a oportunidade de participar de diversos embates com o nobre lutador. E em terceiro, a disponibilidade de uma infra-estrutura, em várias regiões do país, seja de hotéis pesqueiros, barcos-hotel, guias de pesca e demais características.
Mas, será fácil ou difícil participar com sucesso de uma primeira pescaria de tucunarés? Quais os principais fatores que irão influenciar essa primeira experiência?
A nosso ver, o pescador que vai realizar a sua primeira pescaria de tucunaré, deverá inicialmente decidir, em função de suas preferências e características pessoais, se irá pescar com iscas naturais vivas ou artificiais, uma vez que os pré-requisitos e os caminhos a seguir são razoavelmente diferentes. Para facilitar a decisão, poderemos relacionar as maiores diferenças encontradas no uso das duas modalidades de iscas.

ISCAS NATURAIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS.

Maior produtividade na captura, quando comparada com as artificiais, numa relação que chega de 1 para 15. Também resulta em menores danos aos peixes capturados, facilitando a soltura se for o caso, mas deve-se tomar o cuidado de não deixar o peixe embuchar a isca.
Normalmente esta forma de pesca não afugenta os cardumes. Há, porém, a necessidade de contar no local da pesca com uma infra-estrutura que forneça as iscas-vivas, que normalmente são lambaris. O barco precisa ter viveiro em boas condições para manter as iscas vivas. Caso contrário, é necessário uma bomba de ar.
A maior dificuldade é achar os peixes, caso não haja um guia que utilize iscas artificiais para a detecção da atividade dos tucunarés. E a vantagem é a ausência de riscos de acidentes pessoais com garatéias, já que elas não são usadas.
Neste caso, o pescador dedica menor atenção ao tipo e à qualidade do equipamento a ser utilizado, mas sua pescaria falta das emoções impares, obtidas na batida do peixe na isca artificiais de superfície.

ISCAS ARTIFICIAIS: INVESTIMENTO BOM, MAS CARO.

Estas garantem maior interatividade com o peixe, especialmente quando usamos iscas de superfície e o peixe a ataca explosivamente. Constata-se, porém, menor produtividade, pois o predador erra muitos ataques e se desprende mais facilmente de uma garatéia do que de um anzol.
Com elas há maior facilidade de localização do cardume, já que com esse apetrecho conseguimos arremessar mais longe e em lugares mais difíceis. É possível, por exemplo, provocar o peixe com iscas sem garatéias, chamando-o para fora das tranqueiras.
Representa maior investimento inicial, no ato da aquisição, mas uma economia frente ao fato de não precisar comprar iscas naturais a cada nova pescaria. Com elas, o pescador não fica à mercê da disponibilidade ou não de iscas vivas.
Contra ela, há o fato de provocar maiores danos aos peixes fisgados e os maiores riscos de acidentes com as garatéias, principalmente se pescamos embarcados, com mais de duas pessoas a bordo. Por isso, há a necessidade – se quisermos melhorar a nossa chance de resultado – de treinar antecipadamente o uso de iscas artificiais.
Para seu uso dedicamos maior atenção na escolha do equipamento de pesca. É importante frisar que, se pescamos com iscas de meia-água ou fundo, a sensação da fisgada fica muito semelhante de como estivéssemos usando iscas naturais.
Caso esteja indeciso o pescador deve fazer uma teste, levando material para as duas modalidades. Assim pode tirar suas próprias conclusões, sobre a forma que melhor atende suas expectativas.

COMO É O LOCAL EM QUE SE VAI PESCAR?
Uma vez tendo escolhido o tipo de pescaria que se quer fazer, a etapa seguinte é a busca do lugar em que ela pode se realizar. Se a opção recair no uso de iscas artificiais, então qualquer local serve. Se, entretanto, for utilizar isca viva, então se deve procurar um ponto em que se possa adquiri-las ou capturá-las. Normalmente são disponibilizadas em hotéis-pesqueiros, nas represas do Sudeste, como Pereira Barreto, Rubinéia, Ilha Solteira, Presidente Epitácio, entre outras. Já na região Amazônica, especialmente em Manaus, a prática da pesca se dá exclusivamente com iscas artificiais.
Quando for escolher o local, o pescador precisa observar alguns fatores. Considerando que a maioria das pescarias de tucunaré é realizada embarcada, deve-se analisar que infra-estrutura náutica será proporcionada ou se é necessário levar seus próprios equipamentos. Aqui vale uma regra bastante salutar: a primeira pescaria de tucunaré deve acontecer na companhia de alguém já acostumado e que, de preferência, conheça o local.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"A origem do nome tucunare"


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Por mais que me tenha esforçado no sentido de obter uma “tradução” para o nome indígena de nosso diabo amarelo, nunca souberam me dizer. Então, juntando elementos conseguidos da análise da morfologia das palavras tupi-guarani, cheguei a uma conclusão própria, minha, do verdadeiro significado da palavra.

No entanto, devo alertar para o fato de que esta minha suposição não é exaustiva ou conclusiva e que até posso estar redondamente enganado.
Todos aqueles que já perderam um mínimo de tempo para tentar entender a morfologia das palavras indígenas sabem que a maioria das palavras surge da junção de outras duas ou mais. Assim, fica fácil entender, por exemplo, que piranha significa “pira = peixe anha = dente “, ou seja, por extensão, “peixe com grande capacidade de morder”. Um outro bom exemplo é piraputanga que significa “pira = peixe putanga/pitanga = vermelho ” e que dá para entender por extensão, “peixe de carne vermelha” e por aí, vai…

Por esta mesma linha de pensamento, tucunaré nada mais seria do que a junção de tucum e aré. A primeira palavra para designar uma palmeira muito espinhenta, comum nas barrancas dos rios (aquela mesma das iscas para pacu) e a segunda palavra para designar amigo , que por extensão, nos leva a amizade, familiaridade, semelhança. Então, nesta minha singela suposição, tucunaré deve significar “semelhante ao tucum”, pois nosso diabo amarelo tem a nadadeira dorsal raiada de espinhos cuja ação é bastante dolorida, a ponto de nos remeter à lembrança da famosa palmeira espinhenta.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"Apreensão de Animais"


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"Apreensão de Animais"

O Ibama do Piauí realizou no domingo (07), a maior apreensão de animais silvestres do ano e uma das maiores já feitas no Estado. Foram 284 animais apreendidos na já tradicional Feira dos Pássaros, localizada no Mercado Central de Teresina. Onze pessoas participaram da operação.


A operação realizada de surpresa pelos técnicos do Ibama é considerada rotineira, mas como estava parada há alguns meses, conseguiu apreender essa grande quantidade de animais. Segundo o superintendente do Ibama no Piauí, Romildo Mafra, essa é uma forma de coibir a comercialização de animais silvestres no Piauí. “Estamos realizando estas operações para tentar acabar de vez com essa feira”, lembra Romildo.

Ainda durante a operação uma pessoa foi presa e autuada em flagrante com sete animais dentro de uma sacola de viagem. Os animais, segundo ele, vinham do Maranhão. Ele terá que pagar multa no valor de R$ 3,5 mil e irá responder à Justiça por crime ambiental e poderá pegar de um a três anos de prisão.

Os animais apreendidos foram levados para o Cetas - Centro de Triagem de Animais Silvestres onde receberam os primeiros cuidados médicos. Entre os animais apreendidos estão periquitos, papagaios, sabiás, galos de campina, xexéus, curiós, marrecos, pipiras, além de exemplares como Rei do Congo e Chico Preto, e um casal de preás.

Segundo o chefe da Divisão de Controle Ambiental e Fiscalização, Carlos Moura Fé, as fiscalizações serão mantidas nos próximos dias. Além do Mercado Central, a comercialização de aves também é comum no mercado do bairro Parque Piauí e merece a atenção do órgão.

Fonte: Ibama

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Caatiga

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Caatinga é uma das regiões semi-áridas mais populosas do mundo. O sistema vem sofrendo historicamente drásticas modificações devido às ações humanas. O estudo "A Conservation Assessment of the Terrestrial Ecoregions of Latin America and the Caribbean", realizado pelo Banco Mundial e a WWF, define prioridades para a conservação da biodiversidade, as quais são estabelecidas em seis níveis por ordem de relevância, assim estipulados: Prioridades I, I, II, III, IV e V. O ecossistema caatinga está classificado no nível Iª. Esta alta prioridade é alcançada quando se considera que além da situação de vulnerabilidade do ecossistema, deva ser acrescentada a sua representatividade para a biorregião.Com efeito, "os domínios de caatinga" estão presentes em quase todo o Nordeste brasileiro, ou ainda, mais precisamente, na área denominada de Polígono das Secas, que inclui parte do norte do estado de Minas Gerais. A essa representatividade, somam-se os aspectos físicos e as formas de exploração econômica do ecossistema, resultando daí a sua vulnerabilidade. Realmente, a forma de exploração adotada através dos tempos contribuiu fortemente para que o Nordeste se tornasse, hoje, a área mais vulnerável do país à incidência da degradação ambiental: meio ambiente frágil, fundamentado em grande parte sobre um embasamento cristalino, com solos rasos, com amplas zonas tropicais semi-áridas e forte pressão demográfica. Além disso, a questão econômico-social da grande parcela da população nordestina, residente no semi-árido de dominação da caatinga é, sem dúvida, a causa principal de degradação do ecossistema. O uso dos recursos da flora e da fauna pelas necessidades do homem nordestino é uma constante, já que ele não encontra formas alternativas para o seu sustento. A lenha e o carvão vegetal, juntos, são a segunda fonte de energia na região, perdendo somente para a eletricidade. Em 1992, a lenha e a estaca destacaram-se como os principais produtos de origem florestal. No Ceará 91% das Unidades de Produção Rural (UPR) extraíram lenha, enquanto 46% produziram estacas. A cobertura vegetal está reduzida a menos de 50% da área dos estados e a taxa anual de desmatamento é de aproximadamente meio milhão de hectare. Por outro lado, o desmatamento e a caça de subsistência são os principais responsáveis pela extinção da maioria dos animais de médio e grande porte nativos do semi-árido. O hábito de consumir animais da fauna autóctone é antigo, vindo desde antes da colonização e, ainda hoje, é grande a importância social da fauna nativa nordestina. As principais fontes de proteína animal das populações sertanejas continuam sendo a caça e a pesca predatórias. Durante as grandes secas periódicas, quando as safras agrícolas são frustadas e os animais domésticos dizimados pela fome e pela sede, a caça desempenha importante papel social na região, por fornecer carne de alto valor biológico às famílias famintas do sertão. Mesmo com todas essas ameaças, o percentual de áreas protegidas e/ou sob forma de unidades de conservação é insignificante. Embora ocupe 11% do território nacional, apenas 0,45% desta ecorregião encontra-se em unidades de conservação, a maioria destas protegendo hábitats de transição entre caatinga e outros sistemas, como o cerrado e a mata atlântica.
rascunho

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

"A conservação da caatiga"

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"A conservação da caatiga"

A Caatinga é uma das regiões semi-áridas mais populosas do mundo. O sistema vem sofrendo historicamente drásticas modificações devido às ações humanas. O estudo "A Conservation Assessment of the Terrestrial Ecoregions of Latin America and the Caribbean", realizado pelo Banco Mundial e a WWF, define prioridades para a conservação da biodiversidade, as quais são estabelecidas em seis níveis por ordem de relevância, assim estipulados: Prioridades I, I, II, III, IV e V. O ecossistema caatinga está classificado no nível Iª. Esta alta prioridade é alcançada quando se considera que além da situação de vulnerabilidade do ecossistema, deva ser acrescentada a sua representatividade para a biorregião.

Com efeito, "os domínios de caatinga" estão presentes em quase todo o Nordeste brasileiro, ou ainda, mais precisamente, na área denominada de Polígono das Secas, que inclui parte do norte do estado de Minas Gerais. A essa representatividade, somam-se os aspectos físicos e as formas de exploração econômica do ecossistema, resultando daí a sua vulnerabilidade.

Realmente, a forma de exploração adotada através dos tempos contribuiu fortemente para que o Nordeste se tornasse, hoje, a área mais vulnerável do país à incidência da degradação ambiental: meio ambiente frágil, fundamentado em grande parte sobre um embasamento cristalino, com solos rasos, com amplas zonas tropicais semi-áridas e forte pressão demográfica.

Além disso, a questão econômico-social da grande parcela da população nordestina, residente no semi-árido de dominação da caatinga é, sem dúvida, a causa principal de degradação do ecossistema. O uso dos recursos da flora e da fauna pelas necessidades do homem nordestino é uma constante, já que ele não encontra formas alternativas para o seu sustento.

A lenha e o carvão vegetal, juntos, são a segunda fonte de energia na região, perdendo somente para a eletricidade. Em 1992, a lenha e a estaca destacaram-se como os principais produtos de origem florestal. No Ceará 91% das Unidades de Produção Rural (UPR) extraíram lenha, enquanto 46% produziram estacas.

A cobertura vegetal está reduzida a menos de 50% da área dos estados e a taxa anual de desmatamento é de aproximadamente meio milhão de hectare.

Por outro lado, o desmatamento e a caça de subsistência são os principais responsáveis pela extinção da maioria dos animais de médio e grande porte nativos do semi-árido. O hábito de consumir animais da fauna autóctone é antigo, vindo desde antes da colonização e, ainda hoje, é grande a importância social da fauna nativa nordestina. As principais fontes de proteína animal das populações sertanejas continuam sendo a caça e a pesca predatórias. Durante as grandes secas periódicas, quando as safras agrícolas são frustadas e os animais domésticos dizimados pela fome e pela sede, a caça desempenha importante papel social na região, por fornecer carne de alto valor biológico às famílias famintas do sertão.

Mesmo com todas essas ameaças, o percentual de áreas protegidas e/ou sob forma de unidades de conservação é insignificante. Embora ocupe 11% do território nacional, apenas 0,45% desta ecorregião encontra-se em unidades de conservação, a maioria destas protegendo hábitats de transição entre caatinga e outros sistemas, como o cerrado e a mata atlântica.






sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Pirão de Cabeça de Peixe"
Ingredientes:
água em quantidade suficiente para cobrir todos os ingredientes
alguns grãos inteiros de pimenta-do-reino
1 cebola cortada em quartos
1 dente de alho inteiro
Farinha de mandioca
1 cabeça de peixe
ramos de salsinha
1 folha de louro
sal a gosto
Preparo:
Cozinhar todos os ingredientes em fogo baixo até que a cabeça do peixe comece a desmanchar. Remover o peixe e os demais ingredientes (reservar) e coar o caldo resultante. Depois de coado, voltar o caldo para a panela e acrescentar um copo mais de água e vá misturando a farinha de mandioca até formar o pirão. Colocar a farinha pouco a pouco e mexendo sempre para evitar que o pirão fique demasiadamente duro. Servir quente acompanhando peixes assados, fritos ou cozidos e não esqueça que um bom pirão necessita de uma boa pimenta ou molho de pimenta para ficar perfeito.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

"JURITI"


"JURITI"

Leptotila verreauxi
Características
Mede 27 cm de comprimento. Pontas das rectrizes laterais esbranquiçadas e as penas das axilas e parte inferior das asas ferrugíneas. Extremidade da rêmige primária mais externa afina abruptamente.
Alto da cabeça cinza-claro, a região em torno dos olhos azulada, a face dorsal do pescoço verde-cobre e o restante do dorso cinza-pardacento; a maior parte da face ventral é violeta-clara e o abdômen esbranquiçado. Na fêmea, o colorido geral é mais claro do que o do macho.
Habitat
Áreas quentes como capoeiras e campos adjacentes, bordas de florestas densas e cerrados.
Ocorrência
Em quase todo o Brasil e também do sul dos Estados Unidos até a Argentina.
Hábitos
Vive no chão solitária ou aos pares. Quando perturbada, foge caminhando sem fazer barulho, ou voa, emitindo um som com as asas, até uma árvore próxima.
Alimentação
Sementes e frutos no chão. Como os demais columbídeos, ao beber, não eleva a cabeça para sorver a água, como o fazem as outras aves.
Reprodução
Faz ninho típico de pombinhas - uma plataforma construída de gravetos e grama, localizada em arbustos baixos ou árvores, eventualmente no chão. Põe 2 ovos brancos ou cremes a camurça-pálidos, que medem 27-33 x 21-23 mm.
O casal participa da incubação, que dura cerca de 14 dias, bem como da alimentação dos filhotes que inicialmente é representada pelo "leite-do-papo".
Ameaças
Caça e destruição do habitat
Fonte: www.vivaterra.org.br
"JURITI"
Há aquele velho e gasto ditado: "quem conta um conto aumenta um ponto", mas aqui na Amazônia do nosso Brasil, as lendas continuam sendo perpetuadas de gerações para gerações sem ter perdido seu sabor original e seu conteúdo. O exercício da palavra, a oralidade, trouxe até nossos dias, com riqueza de detalhes, na fala simples do caboclo amazônico, todas essas estórias, que hoje tomam um sentido especial e devem ser contadas com a maior seriedade.
Todas as lendas e estórias contadas sobre a imensurável Amazônia lhe garante o sabor local e imprimem à paisagem e aos personagens personalidade genuína. Nesse universo, os bichos falam imitando a voz humana e todos nascem, crescem e morrem, envolvidos pelo mesmo panorama de magnitude fantástica, que criou um mundo à parte, a "Terra da Promissão'.
"LENDA"
A origem dos rios Xingu e Amazonas também faz parte do imaginário indígena, conforme lenda abaixo:
“Dizem que antigamente era tudo seco.
Juruna morava dentro do mato e não tinha água nem rio. Juritiera a dona da água, que a guardava em três tambores.
Os filhos de Cinaã estavam com sede e foram pedir água para o passarinho, que não deu e disse:
-"Seu pai é Pajé muito grande, porque não dá água para vocês?"
Aí voltaram para casa chorando muito. Cinaã perguntou porque estavam chorando e eles contaram.
Cinaã disse para eles não irem mais lá que era perigoso, tinha peixe dentro dos tambores. Mas eles foram assim mesmo e quebraram os tambores. Quando a água saiu, Juritivirou bicho. Os irmãos pularam longe, mas o peixe grande que estava lá dentro engoliu Rubiatá (um dos irmãos) , que ficou com as pernas fora da boca.
Os outros dois irmãos começaram a correr e foram fazendo rios e cachoeiras. O peixe grande foi atrás levando água e fazendo o rio Xingu. Continuaram até chegar no Amazonas. Lá os irmãos pegaram Rubiatá, que estava morto. Cortaram suas pernas, pegaram o sangue e sopraram. Rubiatá virou gente novamente. Depois eles sopraram a água lá no Amazonas e o rio ficou muito largo. Voltaram para casa e disseram que haviam quebrado os tambores e que agora teriam água por toda a vida para beber.”
Na lenda, como podemos constatar que a Juritié a guardiã do elemento água, encarnando desse modo, o inconsciente coletivo, que é acolhido ou ignorado pela consciência. Mas, para a continuidade da vida a água é necessária e portanto, os tambores do inconsciente deveriam ser quebrados, para que a água escoe e reapareça depois em uma configuração completamente nova: na forma de rios. Com essa nova aparência, ela tornou-se disponível para todos, garantindo a perpetuação dos seres vivos.
Essa é a responsabilidade da ave guardadora, nos dizer o que está acontecendo em nós, no nosso inconsciente. O ponto de encontro entre o externo e o interno acontece com a quebra dos tambores e o aparecimento de nossa psique individual. Realmente é difícil de aceitar esse nível de responsabilidade espiritual, que é árduo, e dar atenção ao aparecimento de um novo mito, que vem vindo de baixo, debaixo da história, debaixo da cultura, debaixo da consciência. Entretanto, essa é a nossa tarefa!
O vício de olharmos só para fora, não nos dará a oportunidade de deixarmos a água escoar e criar novas vidas, ou novas mordidas de claridade em florestas que estão completamente escuras e vazias. Os cursos de água interiores, sedentos de luz, guardam em seu seio virgem aspectos de tal modo variados e múltiplos, que são totalmente desconhecidos para nós. Esse universo ou terra nova, com o beijo fecundo da luz da consciência, reunirá as condições propícias para a germinação de novas sementes.
Infelizmente, ficamos aterrorizados de olhar para dentro de nós mesmos, porque nossa cultura não nos deu a menor idéia do que iremos encontrar. Podemos até pensar que, se tomarmos essa atitude, corremos o risco de ficarmos loucos, mas essa falsa idéia, não passa de uma armadilha que impede a descoberta da nossa verdadeira natureza.
Juriti, A AVE
Juruti ou "Juriti", é uma ave da família Peristerídeos, gênero Leptotila, que diferem das pombas chamadas "rolas" por não terem manchas metálicas nas asas e além disto a primeira pena rêmige da mão é atenuada. São ainda "jurutis", porém com o qualificativo "pirangas", isto é, vermelhas, as espécies do gênero Geotrygon, as quais de fato se distinguem pelo lindo colorido roxo-purpúreo do pescoço posterior e do dorso.
Em tamanho as jurutis são intermediárias entre as pombas e as rolas. No Brasil meridional há duas jurutis Leptotila reichenbachi, cujo colorido é o seguinte: dorso bruno averinelhado, frente e garganta alvacentas, vértice cinzento, pescoço e peito roxos, barriga branca; L. ochroptera difere da precedente por ter o dorso pardo-cinzento e a nuca e o pescoço posterior tem brilho metálico, verde furta-côr. Da Bahia para o Norte há uma outra juruti, L. rufaxilla, aliás pouco diferente.
Como o bem-te-vi e a araponga, a Juritié também uma das aves muito conhecidas em regiões onde ainda haja passaredo. De manhã cedo gosta de vagar pelos trilhos da capoeira ou mata rasteira, pois é aí que encontra seu almoço, seja uma semente, um inseto ou um verme. Sua voz é um ru-gu-gu-gu-hu melancólico como que soprado e no entanto audível a grande distância. É considerada boa caça, mas para surpreendê-la é preciso andar cauteloso à sua procura, pois em geral ela foge logo, e só se ouve o bater das asas por entre as moitas.
(JURUTI-PEPENA) - Na Amazônia designa uma pomba mística, encantada, que paralisa as suas vítimas (em tupi "pepena" - aquele que faz quebrar, torna paralítico).
J. Veríssimo, em Cenas da Vida Amazônica, pág. 64 diz:
"uma ave fantástica, que canta perto de vós e não a vêdes,
que está talvez à vossa cabeceira e a não sentis;
ouvireis o pio lúgubre da ave,
sem que possais jamais descobri-la."
Isto é para os índios objeto de grande terror, a ponto de não consentirem que se fale no Juriti-pepena com menosprezo.
Dizem ainda que, por arte da magia, pode ser transformada em amuleto. Essa crença tem origem numa lenda indígena, na qual a filha do pajé foi abandonada pelo amante, em troca de outra donzela. Tão grande foi a desilusão e de tal forma ficou ferido o coração da jovem desprezada, que esta não resistiu à dor da separação e faleceu. O pajé, pai da infeliz, transformou-a na juruti, e no local onde foi enterrada surgiu uma planta que encerrava a alma da desditosa e apaixonada criatura e imitava o pio lamentoso da juruti. Essa planta, empregada em sortilégios do amor, enfeitiça os amantes traidores, que passam a ser perseguidos pelo piar da ave, até que se cumpra a maldição, isto é, até que aquele que trocou de amores fique inválido, paralítico.
JURUTI-PIRANGA "j.-vermelha" ou "vevuia" - Do gênero Geotrygon, que difere de Leptotila, como já foi dito sob juruti, por não ter a primeira rêmige atenuada. G. montana é de todo o Brasil e estende-se também até o México; G. violácea, que só ocorre de São Paulo para o Norte, lhe é semelhante, mas o lado ventral é mais branco e o colorido do dorso mais vivo.
É pomba que pouco voa e que constantemente vemos catando seu alimento no chão, ao mesmo tempo que se distrai cantando, se assim se puder qualificar seu monótono ñ-ñ-ñ inteiramente nasal e um tanto prolongado; só o macho muda um pouco de voz, quando arrula.
Geralmente, pombos, pombas possuem características que universalmente os transformaram em símbolo da alma. E é por isso, que sua representação aparecem em algumas urnas funerárias gregas, bebendo em um vaso que simboliza a fonte da memória. Simbólica semelhante se encontra no cristianismo na narração do martírio de São Policarpo, na qual a alma é representada por uma pomba saindo do corpo do santo depois de sua morte.
“À medida que a alma se aproxima da luz, escreve Jean Daniélou,citando Gregório de Nissa, torna-se bela e toma, na luz, a forma de pomba.”
Também, nos contos de fada, graciosas rolas e ágeis pombos são atrelados aos carros de belas princesas que vão ao encontro de seus príncipes encantados. Essa imagem encantadora e ingênua traduz perfeitamente a valorização constante do simbolismo deste pássaro. Portanto, quando o namorado chama sua amada de “pombinha”, não falta com a tradição, já que este termo está entre as metáforas mais universais que celebram a mulher.
Rosane Volpatto
Bibliografia
Lendas do Rio Grande do Sul - Dante Laytano
Fonte: www.rosanevolpatto.trd.br
"JURITI"
Espécie das mais conhecidas, também denominada Juriti-pupu, pu-pú ou pomba-Juriti, a Juriti(Leptotila verreauxi) é uma ave muito bonita, dona de um canto melancólico e sua alimentação consiste de sementes e pequenos frutos, coletados no solo. Assim como os demais columbídeos, ao beber, não eleva a cabeça para sorver a água, como o fazem as outras aves.
Mede 26,5cm e vive em locais quentes como capoeiras, de onde incursiona ao campo, beira da mata e cerrado, sendo encontrado desde o sul dos Estados Unidos até a Bolívia e Argentina e ocorrendo em quase todo o Brasil.
Este indivíduo tem aparecido com certa freqüência aqui no quintal de casa, onde o tenho observado comendo as amoras que estão caídas no chão, mas sempre que eu tento me aproximar foge imediatamente.
Nesse dia sua fuga se deu para o terreno de uma casa vizinha, não habitada, e depois de esperar seu retorno por mais de 30 minutos, obtive finalmente algumas fotos dela e escolhi esta para compartilhar com vocês.
Fonte: www.flickr.com
Juriti
Nome comum dado a diversas espécies de aves da família dos Columbídeos, onde se incluem pombos e rolas.
Fonte: www.saudeanimal.com.br
"JURITI"
Leptotila rufaxilla
Período Reprodutivo
Maio a dezembro
Locais de observação
Cambarazal, Cerradão, Mata ciliar rio Cuiabá, Mata ciliar rio São Lourenço, Mata Seca.
Virtualmente, uma cópia da anterior. Sob excelente condições de luz, é possível notar a cor arroxeada nos lados do pescoço e lateral do peito. Na testa, uma área branco prateada com nítida separação do resto da cabeça. Vive no interior da mata densa, especialmente na região do corixo do Bebe.
Os hábitos e alimentação conhecida são semelhantes à outra Juriti, sementes, frutinhos no solo e invertebrados (poucos). Ao contrário dessa, não sai do interior da mata para áreas abertas. Pode aparecer em áreas alteradas próximas à mata, inclusive habitações humanas.
O canto é um chamado grave e alto, repetido a intervalos regulares, composto por uma única sílaba. No Rio Grande do Sul é conhecida como Juriti-gemedeira por essa característica.
Fonte: www.avedomestica.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O GATO-DO-MATO E O PREÁ


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Welington Almeida Pinto
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* O GATO-DO-MATO ACORDA QUASE MORTO de fome. Estica bem as pernas para espantar o restinho de preguiça e sai de casa com o pensamento ainda entretido no esplendor dos sonhos noturnos: encontrar um preá para saciar sua paixão por uma boa presa.
Caçador de alto nível, calculista e velhaco entra no mato confiante no seu faro para encontrar um bom preá, caça miúda que se encontra à vontade nos campos, nas tiras do mato e nos varjões beira-rio nas redondezas de Cordisburgo. Começa animado. Por onde passa, procura com atenção o roedor, deixando de investir em perdizes, codornas e até nhambus.
Depois de vadiar horas a fio sem encontrar nem rastro de roedor, já moído de tanto andar, chega à conclusão que devia parar um pouco para descansar. Escolhe uma moita de capim bem cheia e aninha-se para recuperar as forças.
- Mas, oh, meu Deus!... Não parece ser meu dia de sorte – murmura o gato.
Enquanto assim pensava, uma idéia passa pela sua cabeça:
- No lugar do preá, quem sabe uma galinha bem gorda!...
Decide então mudar o rumo do imaginado. Levanta-se de um salto e toma a trilha da Fazenda dos Coqueiros, ali perto; já fantasiando a satisfação de abocanhar um galináceo bem nutrido. Entendido em geografia prática, logo encontra o galinheiro lotado de aves de vários tamanhos e cores. Examina tudo com malícia e decide furar a cerca de taquara na parte baixa do terreno.
Que azar!... Mal inicia o trabalho assusta-se com o fuzuê de um cão no seu rastro. Atrás, o sitiante gritando e bradando na mão uma cartucheira de chumbo grosso. Ah!... Não fosse gato rápido como corisco e hábil em abrir carreira de zigue-zague, não tinha escapado dessa aventura.
- Cachorrinho chaleira! – resmunga o gato, já amoitado no meio do mato.
Desistir!... Jamais abandonaria tal empreitada. Qualquer fracasso abalaria a fama de bom predador entre os da mesma espécie; craques em caçar bicho pequeno, tanto do mato como do terreiro.
Enquanto maldizia a sina, lambendo as patas e lavando a cara, um cheirinho bom de animal roedor interrompe seu lazer. Mal acredita. Apruma as orelhas e fareja o ar, como se calculasse a direção da presa. Engatinha um pouco para frente e logo vê que, entre a galharia, agitava o lombo de um preá comendo folhinhas tenras de capim. Não se afoba, mas não tira os olhos do roedor. Fica vigiando, vigiando, à espera de um descuido qualquer, enquanto passava várias vezes a língua sobre os beiços, imaginando o delicioso gostinho da caça.
Depois de tudo calculado, se posiciona para o ataque; de frente para o Sol, porque sombra atrapalha a manobra. Retrai-se, toma impulso e se lança como flecha sobre o roedor. Que azar!... Erra o alvo. Malicioso e ágil, o preá salta assustado para trás e corre direto para um buraco, debaixo de um monte de pedras.
O gato não se conforma. Tenta arrastar as pedras e não consegue, pareciam grudadas na terra. Enfia uma das patas na pequena abertura, imaginando agarrar a presa. Não dá. Mal sente a respiração do preá, fazendo-lhe ventinho quente nos dedos.
- Definitivamente, não é meu dia. Assim não dá! – o gato maldiz a sorte.
Praga, mesmo! Arrepiado de raiva, começa a andar para lá e para cá, meditando. Por fim decide lutar por aquela caça até o fim, a qualquer custo. Olha em torno, sonda bem o esconderijo do Preá, e conclui:
- Está no papo, questão de tempo – e colando o focinho nas pedras – Você aí, criaturinha de nada, saia logo que ando com uma fome de leão.
Lá dentro, eriçado dos pés à cabeça, o preá permanecia mudinho da silva. O felino insistia:
- Safadinho, não me faça perder mais tempo. Vamos, saia!
Acuado, mais do que nunca o roedor matutava um jeito de salvar sua pele. De repente, lembra de um velho truque: o golpe do faz-de-conta. E comemora:
- Perfeito para enganar os tolos! Começo a escavar aqui dentro, jogando a terra para fora. Aí... o gaiato vai imaginar que estou planejando fugir pelos fundos. Como se acha muito esperto, passará a vigiar o outro lado das pedras. Oba!... Fujo sem ele perceber.
Assim que o Preá arremessa o primeiro bolinho de terra, acerta bem no focinho do Gato. Desconfiado, ele ronrona:
- Seu espertinho, querendo escapar por passagem subterrânea, não é? Quem é você, bicho? Meus olhos giram numa órbita de 360 graus.
O roedor nem tchum! Continua cavando e despachando terra para fora. Depois de algum tempo, acha que poderia conferir a saída do esconderijo. Orelhas em pé, olho vivo e prendendo a respiração dá uma espiada pelo lado de fora. Para sua alegria, o predador estava de costas, feito trouxa, espreitando o outro lado da pedras.
Animado, faz sinal da cruz e reza: - São Bento, água benta, Jesus Cristo no altar, tira bicho mau do caminho para um filho de Deus passar. Em seguida, toma fôlego e pula ligeiro para o meio de uma touceira espessa de capim-bambu; tão veloz, que o gato não vê.
Dali, zomba:
- Ufa! Nunca vi bichano mais atrevido!
E espirra:
- Atchiiiiim! Sinto que sou alérgico a cheiro de gato. Olelê... Olalá...
E sai cantando vitória, fazendo curvas e galgando, para confundir os rastros, feliz com a lição que deu ao esperto caçador.
Dia aziago mesmo para gato selvagem.

ECOLOGIA
Ecologia é o ramo da Ciência Biológica que estuda as relações dos seres vivos entre si, deles com o ambiente e vice-versa. No sentido prático, o estudo da Ecologia aumenta a compreensão que o homem deve ter do mundo e das criaturas.
Uma das metas da Ecologia é esclarecer ao ser humano que nada é distante, a indústria que lança resíduos tóxicos em um rio, poluirá a água que bebemos, comprometerá a vida dos animais silvestres e passará partículas poluentes aos alimentos que consumimos.
Um animal ou uma planta que desaparece poderia, de alguma forma, ter sido útil ao desenvolvimento de nossa civilização, pois deixa de existir um rico tesouro de possibilidades. Remédios e produtos químicos são extraídos dos recursos naturais, existentes no meio ambiente.
AMBIENTE
Trata-se do conjunto das condições, favoráveis ou não, que cercam os seres vivos, animais e vegetais (bióticos) - os não vivos: água, ar e o solo, a temperatura, a pressão atmosférica (abióticos).
INDIVÍDUO
Indivíduo é o elemento de um conjunto, com função específica, mas dependente quanto à sobrevivência, direta ou indiretamente, de outros indivíduos.
ESPÉCIE
Espécie é um conjunto de seres muito semelhantes, sob vários aspectos e com capacidade para reprodução entre si.
POPULAÇÃO
Grupo de indivíduos de uma mesma espécie, que vive, ao mesmo tempo, numa região. Exemplo: população humana, bovina, felina, etc.
ECOSSISTEMA
Os seres vivos juntos ao meio ambiente físico (solo, água e ar) formam um sistema ecológico ou um ecossistema.
Um ecossistema pode ter qualquer área. Uma floresta, um oceano, um lago, uma cidade, um bairro, um aquário, um vaso de plantas, uma lata de sardinha com terra e algumas plantas também é considerada uma mini-estação ecológica.
HÁBITAT
É o ambiente onde vive cada ser, seu endereço na Natureza. Os peixes têm hábitat nos lagos, rios e mares; os bois, os cavalos e os caprinos no campo. As rãs, nos brejos. As minhocas, no interior da terra.
NICHO
Cada animal tem seu jeito de viver, embora residentes no mesmo hábitat - a isso chamamos de nicho. Em um nicho organismos da mesma espécie podem conviver com os animais de espécies diferentes, sem comprometer a reprodução e o ciclo de vida de cada grupo.
Na vegetação, árvores e capins, mesmo dispostos num mesmo hábitat têm nichos diferentes na busca de nutrientes e água; as árvores atingem as camadas mais profundas do solo, enquanto o capim vive na parte superficial do solo. Portanto, nicho é o local onde vivem e atuam determinados organismos.
FOTOSSÍNTESE
O Sol é a maior fonte energética que a Terra dispõe, mesmo distante 150 milhões de quilômetros. Chega aqui somente 0,5 bilionésimo de sua luz e de seu calor. Sem essa pequena fração de luz e calor, seríamos um planeta perpetuamente gelado, sem luz e sem vida.
A energia solar transforma-se em calor para aquecer o solo, o ar e a água. Uma pequena parte desta energia, um por cento aproximadamente, é aproveitada pelos vegetais para sintetizar sua própria energia. Isso é a fotossíntese, o processo de converter a energia luminosa do Sol em energia química dos alimentos.
Para que a Fotossíntese ocorra são necessários mais três elementos: clorofila (pigmento verde presente nas partes verdes da vegetação), água e gás carbônico. A água é absorvida pelas raízes das plantas. O gás carbônico, dissolvido no ar, penetra nas plantas pelos poros microscópicos das folhas. A clorofila, absorvendo a luz solar, produz a glicose, um tipo de açúcar - reação que promove liberação do oxigênio.
A Fotossíntese é muito importante para os vegetais e os animais. Todos dependem direta ou indiretamente dos vegetais clorofilados. Sem eles a vida na Terra desaparece.
CADEIA ALIMENTAR
Conjunto de espécies vegetais e animais, enumeradas de tal modo, que cada um se alimenta da precedente. Isto é, os seres vivos dependem um dos outros na luta pela sobrevivência. Muitos animais se nutrem de plantas. Outros comem animais que se abastecem com plantas. As plantas, por sua vez, vivem de luz, água e ar. Através da luz solar juntam-se gás carbônico, ar e água para fabricar alimentos necessários à sobrevivência. Os vegetais, no Nível Trófico ou Alimentar, são os produtores.
CONSUMIDORES
Primários: animais que se alimentam de plantas ou comem outros animais que consomem vegetais. São eles: gafanhoto, boi, cavalo, etc.
Secundários: pássaros, cobras, que se alimentam dos gafanhotos, das formigas.
Terciários: felinos, aves de rapina.
Decompositores: são os organismos que se alimentam da matéria orgânica de plantas e animais em decomposição.
Cada estágio desse sistema é conhecido como Nível Trófico, ou melhor, nível relacionado à nutrição. Exemplo: a planta é comida pelo Gafanhoto, que é consumido pelo passarinho, que é devorado pela cobra, alimento predileto do Gavião, que depois de morto e, não devorado por outros carnívoros, será decomposto pelos Decompositores.
TEIA ALIMENTAR
Teia Alimentar é um animal consumir um tipo de comida numa cadeia alimentar e, em outra, consumir outro tipo de comida ou, servir de alimento para diversas espécies de animais.
O louva-deus pode ser consumido por um pássaro, um sapo, uma galinha ou outro animal de outra espécie. O pássaro pode ser consumido por outros animais carnívoros de diferentes cadeias alimentares, como a cobra, um gato-do-mato ou uma águia, formando um entrelaçamento em um mesmo Hábitat.
PIRÂMIDE ALIMENTAR
O gafanhoto alimenta-se dos componentes alimentares das plantas. Ao ser consumido pelos pássaros, transfere a eles a matéria orgânica, passando-a depois à cobra que devorou os pássaros. Comida pelo gavião, a cobra passa a ele a matéria orgânica que precisa para sobreviver.
Para um leão de 100 quilos são necessários 20 cabritos de 50 quilos cada. Para manter os 1.000 quilos de herbívoros bem alimentados são necessários 10.000 quilos de vegetais.
As relações alimentares são de extrema importância. O rompimento de apenas um elo numa cadeia alimentar pode comprometer a comunidade toda.

"Vamos ser conscientes"

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"Vamos ser conscientes"

O Brasil é um país com uma das faunas mais ricas do mundo. Abriga quase 20% de todas as espécies animais do planeta nos mais diferentes biomas: Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia - que detém um terço das espécies vivas.

Também é o país com maior quantidade de espécies endêmicas: 68 mamíferos, 191 aves, 172 répteis e 294 anfíbios. Graças a variedade climática e de ecossistemas milhares de animais, plantas e microorganismos ainda não foram descobertos.

No entanto, a extinção de animais é um fato preocupante. O crescimento das cidades, a poluição do ar e da água, as queimadas e a destruição fragmentos florestais são grandes ameaças à vida das espécies. Além disso, a caça dos animais para retirada da pele e do couro é um grande problema. Uma alternativa para a preservação da biodiversidade é a criação de parques, reservas e zoológicos, onde a entrada do homem é controlada.

Para a conservação das espécies ameaçadas de extinção ou de interesse comercial, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) desenvolve as seguintes estratégias:

Proteção - através do manejo, da recuperação e da retirada de uma dada espécie da lista de espécies ameaçadas de extinção, reduzindo as taxas ou risco de extinção dessas espécies à nível local e regional.

Combate ao Tráfico de Animais Silvestres – auxilia a sociedade no desenvolvimento da consciência ambiental para que a aquisição de animais seja feita de maneira legal e consciente.

Desenvolvimento de Tecnologias - que possam aliar manejo em cativeiro e manejo na natureza, com o propósito de viabilizar a recuperação das espécies em desequilíbrio e favorecer a utilização econômica das espécies com situação estável.

Desenvolvimento de Alternativas de Manejo - tem por objetivo disponibilizar alternativas para a utilização sustentável, em alguns casos, restrita ao nível de subsistência de comunidades tradicionalmente carentes do ponto de vistas econômico.

Outro fator que contribui para a extinção dos animais é o tráfico das espécies, que movimenta cerca de vinte bilhões de dólares por ano. De cada dez animais capturados, nove morrem antes de chegar a seu destino final. E muitas espécies não se adaptam fora de seu ecossistema. Para que o tráfico de animais deixe de existir é necessário que a população se conscientize contra esta prática e denuncie. O comércio legal pode ser feito somente por comerciantes registrados no Ibama.

Existe legislação para coibir atos criminosos à fauna brasileira. Entre os destaques estão:

A Lei de Proteção a Fauna lei n° 5194/1967

Lei dos Crimes Ambientais lei n° 9605/1998 – Determina pena para quem matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.

Decreto nº 3.607/00 - Dispõe sobre a implementação da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES

Decreto nº 3.179/99 - Regulamenta a Lei nº 9.605/98 - Nova Lei de Crimes Ambientais Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.



























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Fauna Para a conservação das espécies ameaçadas de extinção ou de interesse comercial, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) desenvolve as seguintes estratégias:

Proteção - através do manejo, da recuperação e da retirada de uma dada espécie da lista de espécies ameaçadas de extinção, reduzindo as taxas ou risco de extinção dessas espécies à nível local e regional.

Combate ao Tráfico de Animais Silvestres – auxilia a sociedade no desenvolvimento da consciência ambiental para que a aquisição de animais seja feita de maneira legal e consciente.

Desenvolvimento de Tecnologias - que possam aliar manejo em cativeiro e manejo na natureza, com o propósito de viabilizar a recuperação das espécies em desequilíbrio e favorecer a utilização econômica das espécies com situação estável.

Desenvolvimento de Alternativas de Manejo - tem por objetivo disponibilizar alternativas para a utilização sustentável, em alguns casos, restrita ao nível de subsistência de comunidades tradicionalmente carentes do ponto de vistas econômico.


Outro fator que contribui para a extinção dos animais é o tráfico das espécies, que movimenta cerca de vinte bilhões de dólares por ano. De cada dez animais capturados, nove morrem antes de chegar a seu destino final. E muitas espécies não se adaptam fora de seu ecossistema. Para que o tráfico de animais deixe de existir é necessário que a população se conscientize contra esta prática e denuncie. O comércio legal pode ser feito somente por comerciantes registrados no Ibama.

Existe legislação para coibir atos criminosos à fauna brasileira. Entre os destaques estão:

A Lei de Proteção a Fauna lei n° 5194/1967

Lei dos Crimes Ambientais lei n° 9605/1998 – Determina pena para quem matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.

Decreto nº 3.607/00 - Dispõe sobre a implementação da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES

Decreto nº 3.179/99 - Regulamenta a Lei nº 9.605/98 - Nova Lei de Crimes Ambientais Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

"Historia de caçador"


Escrito por Ana - UFSCar
Seg, 29 de Novembro de 1999 21:00
"Era dia de finados. O pessoal da fazenda acordou cedo para se preparar para ir ao cemitério, como faziam todo ano. Exceto Seu José, que neste dia amanheceu com dor de cabeça, então resolveu dormir mais um pouquinho. Depois de algumas horas, Seu José acordou bem disposto, preparou o almoço, almoçou e, sem qualquer vestígio da dor de cabeça, resolveu entrar na mata para caçar. Quando avistou um pequeno animal correndo na mata, Seu José fez mira para atirar, mas, de repente, entre ele e a caça, apareceu um homem alto, barbudo, de pele vermelha. Seu José apontou a arma para o homem, que vinha em sua direção. Qual não foi a sua surpresa quando, ao se aproximar do homem, o cano da espingarda literalmente "entrou" em seu peito. Apavorado, pois nunca tinha visto aquilo, Seu José sai correndo mata adentro, mas, para onde quer que corresse, a criatura aparecia à sua frente. E assim foi durante um bom tempo, até que, quando já estava escurecendo, Seu José ouviu o ronco do caminhão que trazia a turma que havia ido ao cemitério. Só nesse momento ele se lembrou que, segundo a sua religião, era pecado caçar em dia de finados. Ajoelhou-se no chão, fez o "sinal-da-cruz", e, como por encanto, o tal homem desapareceu e ele pôde sair da mata sossegado." Essa história é verdadeira. Aconteceu com o meu avô.

sábado, 8 de agosto de 2009

Ibama autua 25 caçadores e apreede 1600 avoantes

Reportagem de Wallisson Bernardes para o www.riachaonet.com.br revela que foram autuados 25 caçadores e apreendidos 1 600 avoantes abatidas, além do recolhimento de veículos que foram utilizados no crime ambiental, na região de Picos. "Como forma de reduzir os danos provocados pela depredação e abate clandestino ao meio ambiente, além de coibir caça ilegal às avoantes e destruição dos ovos, o Escritório Regional do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), em Picos empreendeu esta semana uma operação em busca de formação de pombais para reproduções e comercialização de filhotes. Durante a operação foram localizados dois pombais, no município de Marcolândia e Simões e outro localizado no município de Patos e Caridade, localizados no Sudeste Piauiense. Foram autuados 25 caçadores e apreendidos 1 600 avoantes abatidas, além do recolhimento de veículos que foram utilizados no crime ambiental. Os infratores foram enquadrados em dois processos. Um administrativo com multa e um penal, onde será respondido em juízo. A menor multa aplicada durante este operação chegou a 20 mil reais. De acordo com a Lei 9605/98 e o decreto 3179/99 ambos federais, tiveram o grande mérito de fazer ordenamentos quanto às ações lesivas do homem ao meio ambiente, abrangendo a flora, a fauna vertebrada e todas as espécies de patrimônio público, estendendo a punibilidade que só havia no campo administrativo, aumentando os seus graus de penas, para o campo criminal."Então o caçador que for pego em flagrante será penalizado com uma sentença de seis meses a um ano de detenção e se tiver usando arma de fogo será processado por porte ilegal de arma", explicou o Chefe do Escritório Regional do IBAMA em Picos, Jonas Leal, acrescentando que a multa é determinada por unidade. E cada animal abatido custa 500 reais se não estiver na relação de extinção, mas caso seja animal em extinção a multa aumenta para 5 mil reais."É bom cada cidadão usar a consciência e deixar de praticar este crime ambiental, para evitar aborrecimentos futuros, pois a multa não é dispensada", disse Jonas Leal.Jonas Leal ressalta que é comum o Escritório Regional receber denuncia da comercialização de Cotia, Veado e Tatus, mas precisamente nos municípios de Santo Inácio e Simplicio Medes.'O IBAMA está tentando conseguir verbas para realizar uma fiscalização mais ativa. Para que possamos defender estes animais que praticamente já se encontram em extinção. Infelizmente ainda existe está atividade de caçadores utilizando cachorros e armadinhas para captura de Cotia, Veado, Tatu e outros",declarou.A Zenaida auriculata, nome cientifico da pomba-de-bando e ave de arribação, como todo animal silvestre é protegido pelo Ibama através da lei ambiental nº 9.605/98, sendo crime e condenável a matança indiscriminada. Muitos atravessadores chegam até aos pombais para apanhar as aves em grande quantidade, a fim de serem vendidas nas cidades. Os sertanejos perseguem as avoantes por todos os meios, até mesmo à noite, para comercializar ilegalmente salgadas e secas.Atualmente o IBAMA Regional de Picos abrande 60 municípios e possui uma área de proteção ambiental como o caso da Apa do Araripe que compreende 46 municípios, sendo que 11 fazem parte do Piauí e o restante dividido entre o Ceará e Pernambuco

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Na hora de pescar escolha a isca certa"

PIAU
(Schizodon dissimilis)
ISCAS NATURAIS:milho verde, minoca, pitú e massa caseira.
TIPO DE PESCA: de espera, mantendo a isca junto ao fundo, ou mantendo a isca a um palmo dentro d'áqua.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: todo território brasileiro.
TAMANHO:falam de exemplares de até 3,5 kg.
ÉPOCA DE PESCA: durante o ano todo, com menor incidência no outono e inverno.
LOCAL DE PESCA:remansos de rio, beiradas de capim e represas, gostam de ficarem sob as pedras.
LINHA: 0,28 a 0,37 mm.
MATERIAL: leve/médio. OBS.: peixe cuja captura é uma especialidade e que define muitas competições.
PACÚ
(Piaractus mesopotamicus)
ISCAS NATURAIS: caranguejo, caramujo, camarão da malásia, pitú e pequenas frutas.
TIPO DE PESCA: de "batida", arremessando a isca embaixo de árvores frutíferas ou aguapés, ou de "fundo".
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: todo território brasileiro(mais predominante no Pantanal).
TAMANHO: falam de exemplares de até 25 kg.
ÉPOCA DE PESCA: o ano todo(melhor no verão).
LOCAL DE PESCA: no período de seca no leito dos rios, durante as cheias nas lagoas marginais.
LINHA: 0,33 a 0,62 mm.
MATERIAL: médio/pesado(peixe que exige anzól curto e grosso, tipo "unha de gato".
TAMBAQUI
(Colossoma Macropomum)
ISCAS NATURAIS: caranguejo, caramujo, pitú e frutas local.
TIPO DE PESCA: na época de cheia, arremessar a isca embaixo de árvores frutíferas que pendem sobre a água, usando como isca o fruto dessa árvore, durante a seca é pescar no leito do rio, mantendo a isca junto ao fundo.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA:bacia amazônica.
TAMANHO: fala-se de exemplares de até 30 kg.
ÉPOCA DE PESCA: todo o ano, com menor incidência de janeiro a junho.
LOCAL DE PESCA: no leito dos rios ou em campos inundados(O carro chefe dos Pesque e Pague).
LINHA: 0,33 a 0,37 mm.
MATERIAL: médio/pesado
TAMBACU
ISCAS NATURAIS: caranguejo, caramujo, camarão da malásia, pitú e pequenas frutas, come de tudo, peixe muito voraz.
TIPO DE PESCA: de "batida" ou de "fundo".
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: todo território brasileiro.
TAMANHO: falam de exemplares de até 25 kg.
ÉPOCA DE PESCA: o ano todo.
LOCAL DE PESCA: nos açudes(Pesque e Pague) por ser um peixe de laboratório, pois surgiu com o cruzamento do Tambaqui com seu primo o Pacú.
LINHA: 0,33 a 0,62 mm.
MATERIAL: médio/pesado(peixe que também exige anzól curto e grosso, tipo "unha de gato", peixe muito ágio.
TILÁPIA
(Tilápia Nilótica)
ISCAS NATURAIS:milho verde, minhoca, insetos e massas caseiras, muito voraz.
TIPO DE PESCA: no fundo ou mantendo a isca próximo a superfície com auxílio de bóia, com iscas artificiais, arremessar sobre o cardume.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: todo território brasileiro.
TAMANHO: fala-se de espécime de até 5 kg.
ÉPOCA DE PESCA: o ano todo, com menor incidência no outono e inverno.
LOCAL DE PESCA: junto a barrancos com vegetação e no fundo de grotas, a qualquer altura da coluna d'água.
LINHA: 0,16 a 0,33 mm.
MATERIAL: leve/médio. OBS.:Peixe estrangeiro lamentávelmente introduzido em águas brasileiras. É um predador que devora os alevinos de nossas espécies reproduzindo-se de forma explosiva. Com a escassês de alimento no local que infestou, atrofia-se daí para frente, desenvolvendo-se pouco em tamanho e come até o capim ribeirinho que pende sobre a água.
ACARÁ
(Aequidens plagiozonatus/cará, carazinho)
ISCAS NATURAIS: minhoca, insetos e massas caseiras.
TIPO DE PESCA: de espera com a isca junto ao fundo.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: todo território brasileiro.
TAMANHO: espécime de até 1 kg.
ÉPOCA DE PESCA: o ano todo, com maior incidência na primavera e no verão.
LOCAL DE PESCA: represas e remansos de rios.
LINHA: 0,8 a 0,12 mm.
MATERIAL: leve.
ANZOL: 12, 10 e 8.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pólvoras
Todas as pólvoras fabricadas pela CBC são de base simples (nitrocelulósicas) e produzidas com tecnologia própria e equipamentos de ponta. Isso garante a qualidade e a uniformidade de suas características técnicas para os diferentes lotes de fabricação.
Cartuchos de CaçaOs cartuchos de caça CBC são fabricados com a mais avançada tecnologia e com matéria-prima de alta qualidade, garantindo segurança, bom agrupamento, confiabilidade e alto desempenho. Normalmente, são carregados com esferas múltiplas de chumbo cujos tamanhos (diâmetros) variam de acordo com a EspoletasA mistura iniciadora contida nas espoletas é responsável pela iniciação da queima da pólvora na ocasião do tiro. A CBC fornece três tipos de espoletas para recarga de munições e cartuchos de fogo central, com três tipos diferentes de sistema de iniciação: Boxer, Bateria e Berdan. finalidade a que se destina o cartucho.
Clube dos Pescadores de Piabas & Cia
Provérbios e outras besteiras mais !!!!

Pescador também é um caro culto, criativo e porque não dizer escritor. Foi pensando nisso que abrimos este espaço para nosso companheiro soltar a "franga", escrever todas as besteiras que lhe vier à cabeça. Mas o negócio não é tão simples assim não.......tem de rimar. Para quem não sabe RIMAR é colocar os versos rimados, criando harmonia entre as palavras. Bom, agora chega de conversa fiada e vamos aos nossos provérbios.


Provérbio do Pescador Trabalhador
Prefiro um Péssimo dia de Pescaria do que um Ótimo dia de Trabalho
Provérbio do Pé de Jatobá
Lá de trás daquele morro Tem um pé de JatobáPescaria é igual MulherCevando dá !!!!
Provérbio do Pescador Mentiroso
Eu gosto de trabalharFazendo seja lá o que for,Na hora de descansarEu sou mesmo é um PescadorPesco Robalo e pesco Trairãopesco Pescada e pesco PiranhaPorém minha maior DiversãoÉ contar uma baita patranha
Provérbio do Pescador Aniversariante
Na festa do Bakana teve cachaça e cigarro de paia,Teve também múié bonita prá alegrar a macacada,Só faltou no trecho a comade Taninha vestindo mini-saia,E os amigo Zé Cutelo, Bombinha e Rafaé, prá animá a cachaçada.
Melô do Mira
Bebo da branca Bebo da amarelaBebo no copoBebo na tigelaDo jeito que vierEu mando prá goela
Simpatia para amansar Muie Brava
No terceiro domingo do mês, apanhar a rosa mais alta que estiver na roseira da praça mais perto da sua casa.Esta rosa deverá ser mantida num recipiente de aproximadamente 1 litro de água benta, por 2 dias.Se a rosa começar a murchar, devesse agilizar o processo senão o efeito será catastrófico.Quando a escolhida der sinais eminentes de ataque de ira, pegue a rosa e um copo da água benta.Aguarde a comadre parar de falar (o que pode variar com o estado de ira e a índole) então ofereça a água para tirar o secume da boca.Enquanto ela estiver bebendo aproveite pra dizer alguma coisa que massageie o seu ego e então de emenda ofereça a rosa, em sinal do mais profundo...... cinismo.Se após todo esse aparato a distinta tentar reiniciar com a seção de "Paga Pau", o remédio será administrar o famoso chá calmante "Amansa Onça", preparado com o resto da água benta e 3 pedaços de folha de zinco, fervidos por 30 minutos.O chá será servido ainda quente, acompanhado de torradas (que é o mesmo que xingamento) e uma boa porção de lambadas de mangueira ( que pode ser de borracha, pvc, e até mesmo com materiais de tecnologia de ponta, como o silicone)
Melô do Clube dos Pescadores de Piabas & Cia
Bebo da pinga, porque gosto delaBebo da branquinha, bebo da amarelaBebo no copo, bebo na tigelaDe qualquer maneira empurra prá "guela" (um goooole !!!!!)Chego no "Buteco" lá dô o meu taioLá mesmo eu beboLá mesmo eu caioSó prá carregar é que eu dô trabaio
Dor de Cotovelo e a Cachaça
Dizem que pinga boa é aquela que queima,Mas um dia eu falei pro Bakana,Que muito embora tenha gente que teima,Eu prefiro comprar uma Havana.Havana que faz o pinto subir,Havana que deixa as muié brava,Que faz as patrôa sairCorrendo atrás da putada,Se as muié soubesse usufruir,Dos efeitos da gostosa cachaça,Deixariam de tentar nos punir,E tomariam com nóis a manguaça,Mas tudo o que fazem é encher o saco,Gastam nossa grana e nos trazem tormento,A malvada havana é que paga o pato,Pela cachorrada e o fracasso do casamento.
Encolhendo o Pinto
Tô ficando veio,Tô ficando fraco,Encolhendo o pinto,Esticando o Saco
Apenas um Copo por Dia
Percebi, em determinado momento de minha vida, que estava exagerando no consumo de bebidas alcóolicas. Brigas constantes com a patroa, que vivia me chamando de cachaceiro e tudo mais. Decidi então aderir a um método ensinado pelo meu querido tio, "Luiz Bom de Copo". O objetivo é simples: restringir o consumo de álcool a apenas um copo por dia.
Em uma das produtivas visitas ao meu tio, tirei uma foto dessa pessoa abençoada que me ajudou a achar o caminho correto. O método é simples: apenas 1 copo por dia!!!!
Basta apenas força de vontade!!!!

sábado, 1 de agosto de 2009

Caça abre em S. Miguel a 12 de Outubro
A época de caça 2008/2009 abre dia 12 na ilha de S. Miguel, prolongando-se, para algumas espécies cinegéticas, até ao último domingo de Janeiro.
Nos termos do calendário venatório estabelecido pelo Governo, a caça ao coelho termina no primeiro domingo de Dezembro (dia7), estando aberta para o pato e marceja e para o pombo-da-rocha até aos primeiro e último domingos de Janeiro, respectivamente.No caso da codorniz, a época de caça vai do primeiro ao último domingo de Dezembro.Devido às eleições para a Assembleia Legislativa Regional, convocadas para dia 19, nesse domingo está interdita em todas as ilhas o exercício da caça e o transporte de armas de fogo.Para assegurar o equilíbrio das espécies cinegéticas, a portaria do Executivo de Carlos César que estabelece o calendário venatório de S. Miguel impõe, também, limites em termos de exemplares a abater.No caso do coelho, só é permitida a caça de duas peças por dia e por caçador e, nos grupos de cinco a oito caçadores, de 10 exemplares por dia e por grupo.Para a codorniz o limite é de cinco peças por dia e por caçador, para o pombo-da-rocha de 10 e para a narceja e o pato de três cada.
Condenadas a desaparecer as "pombas de bando" do Nordeste?
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© CHÁCARAS E QUINTAIS, 15 de março de 1937, Vol.55 Pág. 340-342
Sobre as "pombas de arribação"do Nordeste já algumas vezes divulgaram-se artigos na CHÁCARAS E QUINTAIS. Ainda recentemente no fascículo de 15 de fevereiro de 1936. Chamada no Ceará de pomba de bando ou Avoante, aparece em excessiva, fabulosa e incrível quantidade, sendo também excessiva, fabulosa e incrível a destruição de que é objeto.
Joffily, em suas "Notas sobre a Paraíba", diz:
"Milhares de pessoas as perseguem, matando a tiros de espingarda e até a pauladas, colhendo ao mesmo tempo os ovos, postos a granel sobre a terra.
Os animais carnívoros, por sua vez, assim como répteis venenosos, como a cascavel, causam grandes estragos nesses cardumes de aves, mas é tal a quantidade, que parece não diminuírem de número, até que arribam para outros lugares.
Nos anos secos, quando o povo sofre fome, as Avoantes são para os sertanejos, durante uma quinzena, pouco mais ou menos, o que para o povo israelita no deserto, foram as codornizes."

"Pombas de bando" do Nordeste Brasileiro ameaçadas de extermínio total, como desapareceram pela impiedosa caça do homem civilizado as "pombas migratórias" da América do Norte

O cearense Rod. Teophilo conta que os caçadores escondidos nos lugares onde as pombas vão beber, as matam até não poder mais. A caça é levada para o rancho e ai entregues às mulheres que se encarregam de salgá-las e secá-las ao sol como se faz ao peixe. Fardos e fardos destas pombas seguem para os mercados, especialmente para Fortaleza.
Tal destruição impiedosa acabará com a extinção da espécie, é evidente.
É o que escreveu um naturalista nosso ainda há pouco:
"Não sabemos até que ponto chegou o extermínio de nossa Avoante; fatalmente, cedo ou tarde, em poucos anos, seu mais cruel inimigo, o homem, embora renegando-se, matará as restantes. A ganância não permitirá ao raciocínio esta conclusão intuitiva: mais vale usufruir recionalmente toda a vida, que liquidar estupidamente em poucos anos. O biologista, entristecido, pergunta ao legislador:
- Para que, então, foram inventadas as leis?"
Para aqueles otimistas que não acreditam na possível e provável extinção de uma pomba que todos os anos aparece aos milhões de exemplares no Nordeste e da qual o Dr. A. Bezerra de Menezes disse que "apesar de toda a guerra que se lhes faz, parece que cada vez mais aumentam e produzem": para tais imprevidentes que só se interessam do carpe diem, não se incomodando do dia de amanhã, citaremos a seguir o exemplo da "pomba migratória" dos Estados Unidos, cujo último representante, morreu no jardim zoológico de Cincinnati, a uma hora da tarde, no dia primeiro de setembro de 1914.
Esta pombinha, da qual até o retrato hoje publicamos, era a supérstite de bandos tão numerosos de tais aves que chegavam a obscurecer a luz do sol quando apareciam em suas migrações nos céus dos Estados de Ohio e Michigan!
Alexandre Wetmore, da Smithsonian Institution, escreveu uma série de artigos sobre as aves dos Estados Unidos e Canadá, artigos soberbamente ilustrados pelo pintor Allan Brooks e divulgados há pouco (outubro de 1936) pelo "National Geo. Magazine" de Washington. É desse artigo que traduzimos a parte dedicada à "pomba migratória" Ectopistes migratorius.
Também é daquela espalhada revista a fotografia por nós reproduzida ao lado.
A derradeira pomba sobrevivente de incontáveis bandos destruídos pelo homem. Esta pomba migratória, fotografada nos jardins zoológicos em Cincinnati, vivendo alguns anos no cativeiro depois que milhares e milhares de companheiras já tinham desaparecido. Quando esta pombinha morreu, há 1 hora da tarde do dia 1o de setembro de 1914, estava extinta uma das aves mais notáveis do mundo. (Foto da National Assoc. of Audubon Societies).

A "pomba-migratória", também conhecida por toda parte como "pomba selvagem" encontrada em quase fabulosa abundância no tempo da descoberta da América, é hoje completamente extinta.
Para provar que realmente existiram enormes bandos desta pomba, lembra-se a testemunha de Kalm, quando descreve ter observado em março de 1740, na Pensilvânia um bando de pombas que tinha três a quatro milhas de comprimento por uma de largura. Também cita-se para provar a abundância de tais aves a descrição de Alexander Wilson referindo-se a bandos de 8 a 10 milhas de comprido, capazes de encher o céu e cuja procissão levava mais uma hora na sua passagem. E não só ficava obscura a luz do sol como se se aproximasse subitânea tempestade, como o bater de suas asas parecia o ronco de impetuosa cachoeira.
Tais pombas não só viajavam em grandes bandos durante a migração, como desenvolviam iguais instintos gregários na nidificação.
Havia localidades cujas árvores ficavam ocupadas quase completamente pelos ninhos das pombas, na extensão de algumas milhas.
Não era raro encontrar uma centena de ninhos numa única árvores e o peso de tantas aves gorduchas pousadas nos mesmos ramos chegava a quebrá-los (1)
(1) Note-se a parecença com estes períodos de Bezerra Menezes, de 1889, descrevendo a quantidade de avoantes do Ceará: "Se pousam sobre qualquer árvores, partem-se os galhos ao peso do número: se descem para beber em algum açude, esgotam-no em poucos dias; quando se assustam e tomam vôo simultaneamente, produzem o ruído igual ao de uma locomotiva em marcha acelerada.
É impossível calcular-lhes o número e mesmo para aquele que observa a nuvem compacta destas aves fica uma espécie de receio em referir o que viu, tal é a dificuldade que há em ser crido".
O chão nas zonas de tais colônias era atapetado de ninhos caídos, ovos e filhotes, assim como toda sorte de destroços e refugos pela estadia no mesmo lugar de uma tão enorme multidão de aves reunidas. Pois bem, a extinção das aves da América do Norte é comumente atribuída a alguma tempestade ou outra catástrofe natural, porém na minha opinião e na de muitos outros, a única causa foi a desapiedada carnificina do homem branco."
Aqui o autor descreve todos os meios empregados para a matança e a destruição pelos colonos, desde a chegada das aves até o período de sua nidificação.
A chacina ainda piorou em 1870, quando o desenvolvimento da estrada de ferro e dos transportes facilitou o comércio das pombas. Em 1879 o Prof. H.B. Roney calculou que perto de 5.000 homens estão regularmente envolvidos na caça às pombas, como negócio, e mais mil se ocupam do mesmo, embora só na época da migração.
Sabe-se pela estatística que 990.000 dúzias de pombas foram embarcadas em 3 anos de Michigan para a cidade de Nova York.
Testemuna fidedigna refere que três trens por dia, cada carro contendo 150 barricas de pombas, eram despachados em alguns pontos durante 40 dias seguidos! As pombas vendiam-se desde 20 cents cada dúzia.
Reney cita encomendas de um milhão e um milhão e meio de aves da cidade de Petorskey, no Michigan, apenas no espaço desde 22 de março a 12 de agosto de 1878. Também foram despachadas na mesma temporada mais de 80.000 pombas vivas.
A última pomba silvestre de que há notícia é uma que mataram em agosto de 1904, embora fale-se também de outra identificada positivamente em 1907.
"Eu penso - acrescenta o naturalista Wetmore - que vi duas pombas destas, voando perto de Independence, no Kansas, em abril de 1905, mas não posso afiançá-lo com toda a certeza, pois as aves estavam distantes.
O último supérstite da espécie foi o exemplar, preso desde longo tempo no jardim zoológico de Cincinnati, Ohio, e que ai morreu, como dissemos, a uma hora da tarde do dia primeiro de setembro de 1914. Esta pomba foi cuidadosamente taxidermizada e agora pode ser apreciada no Museu Nacional, dos Estados Unidos, em Washington."
Finalizando, repetiremos que a continuar no Nordeste brasileiro a mesma caça desapiedada, também as avoantes desaparecerão do nosso país, e um dia mais ou menos longínquo também no nosso Museu Nacional aparecerá empalhado o último representante das nossas meigas e elegantes "pombas de arribação".