
Escrito por Ana - UFSCar
Seg, 29 de Novembro de 1999 21:00
"Era dia de finados. O pessoal da fazenda acordou cedo para se preparar para ir ao cemitério, como faziam todo ano. Exceto Seu José, que neste dia amanheceu com dor de cabeça, então resolveu dormir mais um pouquinho. Depois de algumas horas, Seu José acordou bem disposto, preparou o almoço, almoçou e, sem qualquer vestígio da dor de cabeça, resolveu entrar na mata para caçar. Quando avistou um pequeno animal correndo na mata, Seu José fez mira para atirar, mas, de repente, entre ele e a caça, apareceu um homem alto, barbudo, de pele vermelha. Seu José apontou a arma para o homem, que vinha em sua direção. Qual não foi a sua surpresa quando, ao se aproximar do homem, o cano da espingarda literalmente "entrou" em seu peito. Apavorado, pois nunca tinha visto aquilo, Seu José sai correndo mata adentro, mas, para onde quer que corresse, a criatura aparecia à sua frente. E assim foi durante um bom tempo, até que, quando já estava escurecendo, Seu José ouviu o ronco do caminhão que trazia a turma que havia ido ao cemitério. Só nesse momento ele se lembrou que, segundo a sua religião, era pecado caçar em dia de finados. Ajoelhou-se no chão, fez o "sinal-da-cruz", e, como por encanto, o tal homem desapareceu e ele pôde sair da mata sossegado." Essa história é verdadeira. Aconteceu com o meu avô.